IPCA fica em 0,42% em janeiro, puxado pelas altas de alimentos

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Número representa uma desaceleração em relação a dezembro, mas veio um pouco acima do esperado pelo mercado

Estadão – Por Daniela Amorim

RIO – O IPCA, índice oficial de inflação do País, ficou em 0,42% em janeiro, uma queda de 0,14 ponto porcentual em relação ao resultado de dezembro (0,56%), segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo IBGE. Com esse resultado, nos últimos 12 meses o IPCA acumula alta de 4,51%, abaixo dos 4,62% observados nos 12 meses encerrados em dezembro. Em janeiro de 2023, a variação havia sido de 0,53%. 

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O número de janeiro veio um pouco acima do que projetava o mercado. A mediana da pesquisa feita pelo Projeções Broadcast apontava um avanço de 0,35% no mês. 

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. A maior variação (1,38%) veio do grupo Alimentação e Bebidas, que registrou aceleração em relação ao resultado de dezembro (1,11%). Na sequência, destaca-se a alta de Saúde e cuidados pessoais (0,83%). Por sua vez, o grupo Transportes registrou queda no índice de janeiro (-0,65%). “Os demais grupos ficaram entre o -0,08% de Comunicação e o 0,82% de Despesas pessoais”, diz o IBGE, em nota.

No caso do grupo Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio subiu 1,81%, influenciada pelas altas da cenoura (43,85%), batata-inglesa (29,45%), feijão-carioca (9,70%), arroz (6,39%) e frutas (5,07%). Já a alimentação fora do domicílio, com alta de 0,25%, desacelerou em relação ao mês anterior (0,53%). “Tanto o lanche (0,32%) como a refeição (0,17%) tiveram altas menos intensas que as registradas em dezembro (0,74% e 0,48%, respectivamente)”, diz o IBGE.

Em Saúde e cuidados pessoais, os itens de higiene pessoal subiram 0,94%, influenciados pelas altas do produto para pele (2,64%) e do perfume (1,46%), de acordo com o instituto. O plano de saúde (0,76%) e os produtos farmacêuticos (0,70%) também registraram alta em janeiro.

No grupo Habitação, “o resultado da energia elétrica residencial (-0,64%) foi influenciado pela incorporação de alterações nas alíquotas de ICMS em Recife (1,79%), Fortaleza (-0,27%) e Salvador (-9,11%), a partir de 1º de janeiro, bem como pela apropriação do reajuste de 13,00% nas tarifas em Rio Branco (5,00%), a partir de 13 de dezembro”.

Já em relação ao grupo Transportes, houve queda na passagem aérea, subitem com maior impacto individual no índice do mês (-15,22% e -0,15 ponto porcentual no indicador). “Em relação aos combustíveis (-0,39%), houve recuo nos preços do etanol (-1,55%), do óleo diesel (-1,00%) e da gasolina (-0,31%), enquanto o gás veicular (5,86%) registrou alta. O subitem táxi apresentou alta de 1,25% devido aos reajustes, a partir de 1º de janeiro, de 4,21% no Rio de Janeiro (3,95%) e de 4,61% em Salvador (4,31%).”

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